«Work-related issues represent a critical and neglected aspect of human behavior that has not received sufficient attention in theory development or clinical practice.» (Axelrod,1999)
Com base nos excertos
a) Work and Adult development (p.19-20):
b) Work Diffusion (p.55-58):
do livro "Work and The Evolving Self" de Steven Axelrod (1999), p.f. efectuem as vossas reflexões críticas de modo a identificar i) intersecções temáticas relevantes para as dimensões psicológicas na relação entre o sujeito e o trabalho e ii) implicações para a prática psicológica.
Boa tarde a todos, colegas e professora...
ResponderEliminarEu não consigo visualizar as páginas 57 e 58. Será que alguém está com o mesmo problema?
Eu também não consigo visualizar as páginas 57 e 58 e, nesse sentido construí o meu comentário com base nas páginas 19, 20, 55 e 56.
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ResponderEliminarA vida adulta corresponde a uma fase de "estabilidade", onde todo o desenvolvimento do indivíduo foi efectuado durante a infância e adolescência. Este processo de maturação não é estático, mas sim dinâmico, de constante construção e auto – actualização. Esta reflexão leva-nos aos primórdios da nossa existência e aos laços afectivos, estabelecidos.
ResponderEliminarA Vinculação pode ser definida como a propensão dos seres humanos para estabelecerem laços afectivos fortes com determinadas pessoas, tendo como consequência ficar emocionalmente afectado quando ocorrem as separações ou as perdas inesperadas e/ou indesejadas. Ou seja, Bowlby e Mary Ainsworth entendem por comportamento de vinculação um qualquer comportamento que permita ao bebé estabelecer e manter a proximidade ou o contacto com a mãe e/ou pai. Este contacto é vital para o bebé, pois assegura-lhe que as suas necessidades psicossociais e físicas são satisfeitas, assumindo um papel tão importante como a respiração e ou a satisfação das necessidades alimentares. A ausência de vinculação ou o isolamento, pode provocar perturbações do desenvolvimento, de personalidade e ser a base de possíveis alterações psicopatológicas
Estes autores baseiam-se no modelo de desenvolvimento emocional, o qual postula que a ligação da figura materna ou paterna ao bebé se torna o modelo das relações futuras. Este promove expectativas e consciência acerca de si próprio e dos outros, susceptíveis de influenciar a competência social e o desenvolvimento emocional ao longo da vida.
No vínculo infantil, devem considerar-se uma série de elementos, tais como: o contacto corporal, a familiaridade, a proximidade, a segurança, os comportamentos, o temperamento, a autonomia,(...). A conjugação destes elementos permitirá a vinculação segura da criança promovendo a competição social, a confiança e, em parte, a auto-estima. Caso esta não ocorra e/ou a criança não tenha tido ocasião de se vincular a uma figura de referência [mãe, pai, (…)] no decorrer do período critico do seu desenvolvimento (três primeiros anos de vida), o mais provável seria estarmos perante um jovem adulto cuja inadaptação e a incapacidade para estabelecer relações afectivas com os outros, seriam evidentes.
Como pudemos observar no pequeno vídeo a criança ao sentir a proximidade da figura materna, como protectora dos perigos do meio ambiente, permitiu-lhe explorar todo o contexto circundante, resultando esse facto de extrema importância para o desenvolvimento, futuro, de competências sociais em idade mais avançada (e.g. pré-escolar e escolar).
Ao tentarmos analisar os padrões de vinculação existentes, num jovem adulto, estes podem ser preditores da sua relação com o trabalho. Segundo Axelrod, os indivíduos que estabelecem relações de intimidade seguras tem, também eles, uma relação segura com o trabalho. Perante a incerteza do nosso mercado de trabalho diferentes padrões de vinculação levarão a diferentes modos de lidar com a situação.
ResponderEliminarPor exemplo, se estivermos perante um indivíduo caracterizado por um estilo de vinculação segura, este tenderá a explorar as alternativas possíveis à situação problema, apresentando elevados níveis de confiança nas suas escolhas, capacidades e estratégias de coping. Assume os riscos inerentes à sua tomada de decisão, investindo num novo caminho, como forma de ultrapassar o problema. Já o mesmo não acontece quando estamos perante um indivíduo caracterizado por um estilo de vinculação ansioso – ambivalente e/ou evitante. Estes não demonstram capacidade para explorar novos caminhos, reagindo com indiferença. No entanto, culpam-se simultaneamente perante os outros, acabando por ser inconsistentes na percepção de si, próprios (self).
Neste mundo onde abunda a precariedade, a insegurança e a mudança incessante das práticas laborais, dificilmente permitirá a “sobrevivência” de um indivíduo com fracos laços de vinculação. O indivíduo com laços de vinculação segura, apesar de nada lhe ser garantido, estará melhor preparado para lidar com todas estas adversidades do mercado de trabalho – “Se tem respondido de forma positiva aos desafios (gerados pela vida) desde que nasceu, porque é que tal iria deixar de acontecer. Este facto será percebido pelo indivíduo como uma continuidade, temporal”.
Segundo a Perspectiva Desenvolvimental, o trabalho é considerado uma fonte de desenvolvimento de capacidades. Contudo, isto não se verifica quando o sujeito não se sente integrado nem realizado na profissão que exerce. Isto pode acontecer mesmo em casos de sucesso na carreira. Quando isto ocorre as pessoas tendem a ruminar na possibilidade de mudarem de emprego. Então, porque razão as pessoas tiram um curso e quando exercem a profissão verificam que não pretendem continuar fazer isso o resto da vida?
ResponderEliminarSteven Axelrod explica que, nessas situações se desenvolve a síndrome de work diffusion, ou seja, a pessoa criou determinadas expectativas à volta de uma profissão que não correspondem à realidade e, para além disso, verifica que os seus objectivos, valores e talentos não são desenvolvidos nem concretizados nesse tipo trabalho. Sendo assim, é importante o Orientador Vocacional ter conhecimento das Teorias Psicossociais de Erikson e James Marcia, uma vez que, só dessa forma é que consegue fazer uma intervenção eficaz. Deste modo, podemos constatar que, se uma pessoa traça determinado projecto de vida na fase da adolescência e quando, chega à fase adulta verifica que aquilo que projectou não teve sucesso, então significa que, no momento da tomada de decisão vocacional estava:
- segundo Erikson, no Estádio Confusão de Identidade, caracterizado pela dificuldade em fazer opções, pois o adolescente não sabe o quer fazer no futuro;
- segundo James Marcia, no Estádio de Identidade Outorgada (Foreclosure Identity), acabando por tomar a decisão que as pessoas que lhe eram significativas consideravam como sendo a melhor e, nesse sentido, construiu determinadas expectativas à volta de uma profissão específica.
cont.
ResponderEliminarNa adultez compreendemos que a insatisfação no trabalho pode resultar, segundo Kegan, numa revisitação ao Estádio Interpessoal em que o adulto tem uma necessidade de aprovação dos outros significativos, apresentando um self sedento de validação. Neste sentido, quando não se sente valorizado nem reconhecido pelo seu trabalho, manifesta desilusão e desapontamento, podendo ponderar na mudança de profissão. Podemos deste modo constatar que, este tipo de adulto apresenta, segundo Bartholomew & Horowitz, o protótipo de vinculação preocupado, visto que tudo o que os outros fazem põem em causa o próprio sujeito (modelo negativo do self e positivo dos outros), verificando-se uma necessidade constante de validação. Para além disso, tende a desistir quando se depara com obstáculos. Esta situação é explicada tendo em conta aquilo que foi dito anteriormente, ou seja, se o adolescente toma as decisões que os significativos lhe impõem, então, não desenvolve competências de resolução de problemas nem de tomada de decisão, e, nesse sentido, a estratégia que ele encontra como sendo a mais eficaz para enfrentar os obstáculos, é desistir da situação que lhes está associada.
Nesta fase do ciclo de vida, quando o adulto aparece na consulta com esta síndrome, o Orientador Vocacional acaba por fazer psicoterapia, uma vez que, para além de o levar a explorar opções vocacionais, tem de trabalhar com ele aspectos ligados ao treino de resolução de problemas e tomada de decisão, à percepção de auto-eficácia, à gestão de expectativas realistas e à desmistificação do conceito de emprego ideal, pois este tipo de adultos tem dificuldade em distinguir a realidade da fantasia.
Andreia,
ResponderEliminarobrigada pelos seus comentários. Porém, algumas dúvidas ressoam do seu comentário.
Mormente: o que é um "Orientador Vocacional"? O que faz? Que diferenças estabelece na intervenção psicológica para com as outras formas de intervenção?
Que paradigma o diferencia de outros "tipos de intervenção" (partindo do seu pressuposto que o "orientador vocacional" é diferente de outros agentes de intervenção psicológica)?
Mais ainda: quais são as diferenças entre "psicoterapia" e "orientação vocacional" no que concerne o estabelecimento de objectivos e utilização de estratégias?
Os comentários dos outros colegas são mais do que bem vindos.
Até logo
Andreia e Carla,
ResponderEliminarjá tentaram visualizar as páginas que não conseguiam ver através do link do email que enviei?
Até logo
Paula,
ResponderEliminardeve ter havido um lapso no seu comentário, porque este não faz referência ao Steven Axelrod e circunscreve-se apenas ao post anterior sobre a Teoria da Vinculação.
Até breve
Paula,
ResponderEliminardeve ter havido um lapso no seu comentário, porque este não faz referência ao Steven Axelrod e circunscreve-se apenas ao post anterior sobre a Teoria da Vinculação.
Até breve
Nos excertos apresentados do livro “Work and the Evolving Self” de Steven Axelrod, é interessante notar a relação estabelecida entre a vida de trabalho e o desenvolvimento humano. A partir da leitura deste texto, e à luz do que temos vindo a reflectir nas aulas anteriores, podemos considerar que os acontecimentos que ocorrem durante a infância e adolescência são importantes no processo de construção da identidade (“identidade vs confusão” nos estádios psicossociais de Erikson; perfis identitários do Marcia; teoria da vinculação de Bowlby) e nos ajudam a dar respostas a muitas questões com as quais nos deparamos em contexto de consulta, mas que a dimensão do trabalho na vida das pessoas é um aspecto a considerar no desenvolvimento do self, o que nem sempre é considerado. Axelrod afirma que a relação que o indivíduo tem com o trabalho está sujeito a mudanças ao longo do tempo. Numa lógica de desenvolvimento ao longo da vida (life span) podemos afirmar que as experiências que o sujeito vive enquanto adulto oferecem oportunidades para o desenvolvimento da personalidade. Esta não é um processo estático, que finaliza quando o indivíduo começa a vida laboral, activa, mas dinâmico, feita de recuos e avanços em que, na vida adulta, o trabalho ocupa a meu ver um lugar fundamental. O sujeito deve-se adaptar às mudanças que ocorrem na sua vida e embora os acontecimentos da infância sejam decisivos no processo de formação da identidade, não determinam o futuro da pessoa. Podem influenciar, mas não aprisionar num processo fechado, sem retorno.
ResponderEliminarAs questões do trabalho são, de tal forma importante na vida das pessoas, que o autor apresenta o conceito de Work Diffusion como a falta de satisfação do sujeito com o trabalho perante a dificuldade de associar o self com o papel que desempenha no trabalho, dificuldade de integrar certas características do self – as capacidades os valores, ou os objectivos – com as circunstâncias próprias da vida do trabalho. Na verdade, o ser humano passa grande parte da sua infância e adolescência no sistema escolar com o intuito de preparar a sua carreira, a sua vida profissional, tendo que passar por uma fase de exploração das alternativas existentes no meio e fazer investimentos que considere mais ajustados aos seus valores, às suas competências ou interesses pessoais. Quando confrontando com o mundo do trabalho o individuo encontra-se com uma realidade que irá confirmar ou não os seus projectos, as suas intenções, as suas necessidades. Este confronto com a realidade laboral poderá dar pleno sentido ao self que foi sendo construído ao longo de vários anos. Quando o individuo não consegue expressar, na actividade que exerce, aquilo que realmente é, então podemos estar perante ao que Axelrod denomina de Work Diffusion, com todas as consequências que esta insatisfação acarreta.